A vida humana é marcada pela inconstância do coração.
Há dias em que somos tomados pela esperança, e outros marcados pela melancolia. Há dias de encorajamento, e dias de inquietante desmotivação. Há dias de paz e dias de angústia. Dias de alegria e dias de amargura. Dias bons e dias maus.
Perante esta inconstância da vida somos confrontados com um Deus totalmente estável, firme e inabalável. A Bíblia nos apresenta Deus como o sol do meio dia, as grandes montanhas de Sião, o forte cedro do Líbano e as altas muralhas de Jerusalém. O Senhor não se abala, e esta é a fundamentação da certeza de que seremos salvos (CS Lewis). “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” (HB 13:8)
O hedonismo é talvez o maior elemento da nossa atualidade que contribui para a inconstância conjugal. Ele nos ensina que nascemos para nós mesmos, não para Deus, não para o outro. Não para a esposa ou o marido. E assim, quando eu me torno o centro inquestionável de minha relação com aquele que está ao meu lado, esta relação só durará enquanto eu estiver feliz e auto-realizado. Não durará muito nem suportará o dia mal. (Tiago 4:1-3)
Perante as tribulações, angústias, questionamentos e críticas, o que nos alimenta em nossas vidas não é nossa capacidade humana ou o companheirismo de quem está ao nosso lado, mas Deus. A maior certeza que uma pessoa deve ter em sua vida é que ela precisa desesperadamente de Deus. Se esta certeza um dia faltar, perderemos o rumo e o ânimo. Estaremos caídos sem haver quem nos levante. A auto-suficiência na vida precede a queda. (Tiago 4:13-16)
A ansiedade humana é um dos aspectos mais corrosivos da alma. Conheço muitos que, tomados pela ansiedade crônica, pela insatisfação constante do coração, tornaram-se secos, perderam a brandura e não sorriem mais. Vivem sempre a espera que amanhã seja melhor, menos triste e que algo novo aconteça. A ansiedade crônica tem ceifado vidas, ministérios e a felicidade.
Devemos permanecer firmes em nossas escolhas, buscando honrar nossos compromissos e promessas, sendo fieis, como Ele nos ensina. “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; pois o que passar disto vem do maligno”. Não sejamos inconstantes em nossas escolhas, lembrando sempre das pessoas que estão envolvidas em nossas decisões, para não magoá-las ou fazer com que percam a confiança em nós. Pense bem antes de responder à uma pergunta ou tomar alguma decisão, para que não tenha que voltar atrás. Que o seu SIM seja realmente um sim e o seu NÃO um não.
INCC/RL/AP